Bastidor · antes de abrir a calculadora

O número que convence é o dele.

Média de mercado não fecha venda, ele desconta na hora ("aqui é diferente"). Então esta conta não tem nenhum número nosso: tudo é o que ele te disse, e as premissas ficam à vista para ele discutir.

  • Preencha ao vivo, com ele olhando
  • Se ele achar uma premissa otimista, baixe na frente dele: conta que sobrevive ao ceticismo dele vale dez vezes mais
  • Não some benefício que você não consegue defender
Só você vê · tecle N para esconder

Nunca projete uma conta pré-preenchida. Parece armação. Abra vazia e digite com ele.

Se ele não souber um número, chute baixo em voz alta: "vamos de 3 horas por semana, que é conservador?". Chute baixo que ele corrige para cima é o melhor cenário possível.

A conta

Os números da sua operação

Preencha com o que acontece hoje. Nada aqui vem de média de mercado.

Premissas · ajuste com ele
—
horas devolvidas por mês
—
custo dessas horas, por mês
—
receita que deixa de ficar parada
Não é lucro novo: é dinheiro que entra antes.

Preencha os campos ao lado.

O certificado A1 você já paga hoje com alguém, ele entra na comparação porque muda de fornecedor, não porque é gasto novo. Confirme o preço vigente no catálogo antes de citar.

Só você vê · tecle N para esconder

Comece pela linha do meio ("custo dessas horas"). É a mais difícil de contestar: são horas de uma pessoa real, num salário que ele mesmo informou.

A terceira linha é a mais forte e a mais frágil. Só use se ele mesmo aceitar o raciocínio de que contrato parado é caixa parado. Se ele torcer o nariz, apague o campo de valor médio e siga com as duas primeiras. Insistir queima a conta inteira.

Se o veredito der negativo, não esconda: vá para o último slide deste módulo.

Bastidor · como entregar o número

Uma frase.
Depois, silêncio.

O erro clássico é apresentar a conta e continuar falando. Diga o número, pare, e deixe ele reagir. Quem fala depois do número, negocia contra si.

O molde da frase

"Com os seus números: o plano custa R$ ___ e devolve R$ ___ por mês só em horas. Antes de falar de contrato parado."

E aí você para de falar

  • Nunca anuncie desconto junto do preço. Desconto oferecido antes da objeção ensina que a tabela é fictícia.
  • Se ele pedir desconto, o caminho é o anual, que embute dois meses de cortesia no preço de tabela. É concessão com contrapartida (prazo), não corte.
  • Se o orçamento for o obstáculo real, o caminho é o grátis: certificado e assinador hoje, plano quando o orçamento virar.
  • Mande a conta por escrito depois da reunião, com os números dele. É o que ele vai mostrar para o sócio.
Só você vê · tecle N para esconder

Conte até cinco em silêncio depois do número. É desconfortável e funciona.

Se ele responder "faz sentido", não continue vendendo, vá direto para o próximo passo do módulo A conversa.

Bastidor · quando a conta não fecha

O que fazer em vez de forçar

Volume muito baixo. Cinco documentos por mês não paga plano. Ofereça o gratuito: certificado na custódia e assinador. Ele fica cliente, usa, cresce, e você volta em seis meses com histórico.

A dor é só o certificado. Feche o gratuito e o A1. A receita é da venda do certificado, e é recorrente na renovação.

Ele já tem contrato com outro fornecedor. Anote a data de vencimento e volte 60 dias antes. Enquanto isso, o gratuito entra sem conflito.

Três saídas, e nenhuma é desconto

Não fechou hoje não é perdido.

Forçar plano em quem não tem volume gera cancelamento em três meses, e cancelamento tira a comissão recorrente do seu bolso.

O gratuito existe justamente para isso: transforma um "não agora" em cliente ativo, com o certificado da empresa dentro do Sealflow. Quando o volume chegar, quem está lá dentro é você.

Só você vê · tecle N para esconder

Sua comissão é recorrente sobre o que o cliente paga. Venda mal dimensionada cancela, e cancelamento estorna. O interesse de longo prazo é o mesmo do cliente: plano do tamanho certo.

Registre no funil o motivo real e a data de retorno. "Perdido" sem motivo é lead que ninguém retoma.

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