Demonstração não é tour.
Quem mostra tudo não mostra nada. São três momentos, e cada um existe para derrubar uma dúvida específica. Fora deles, o resto é ruído.
| Momento | Derruba a dúvida |
|---|---|
| 1 · Assinar no celular | "Meu cliente não vai conseguir usar" |
| 2 · A trilha e o selo | "Isso vale juridicamente?" |
| 3 · O certificado na custódia | "Isso eu não tenho em lugar nenhum" |
Regra das três telas: se a demonstração passou de três telas por momento, você virou treinamento. Treinamento é depois da venda.
Prepare antes: conta de demonstração logada, um PDF fictício já no computador, e o seu próprio celular com o WhatsApp aberto. Se der para usar um documento parecido com o dele (contrato de prestação, termo, procuração), use.
Nunca peça o certificado real do cliente para demonstrar. Use o da conta de demonstração.
Faça isso na frente dele, sem narrar cada campo. O que impressiona é o relógio, não o formulário.
Signatários, ordem e o que cada um vai ter que provar.
Peça o celular dele. Mande o link para o WhatsApp do cliente e deixe ele assinar. A demonstração em que a mão do cliente encosta na tela fecha mais que qualquer print.
"Me passa o seu WhatsApp que eu mando agora. Assina aí, no seu telefone."
Se ele hesitar em dar o número, use o seu próprio celular e passe para a mão dele.
Nenhum aplicativo. Nenhuma conta criada. Nenhuma senha nova.
Sem instalar.
Sem cadastro.
Ele abre o link, lê o documento, confirma quem é e assina. Se o documento pedir, tira uma selfie e fotografa o documento com foto, ali mesmo, pela câmera do celular.
A página é feita para celular primeiro: alvo grande, uma coluna, sem zoom para ler o valor.
Esta é a tela que vende. "Meu motorista/meu paciente/meu aluno não vai conseguir" morre aqui, e morre sem você argumentar.
Diga em voz alta o que ele não teve que fazer: baixar app, criar senha, lembrar login, ir ao escritório.
"Repara no que ele não fez: não instalou nada, não criou conta, não inventou senha. Abriu o WhatsApp e assinou."
Quem abriu, quando, e de onde.
A trilha é append-only: registra e não deixa editar nem apagar, nem por administrador. É ela que responde a pergunta que aparece quando dá problema.
"Carla Dias visualizou às 22:47." É esse nível.
Pare no ABRIU_DOCUMENTO. Esse é o registro que surpreende: ele não sabia que dava para saber se a outra parte leu.
"Se um dia alguém disser que não recebeu, ou que não leu, está aqui a hora em que abriu e o IP de onde abriu."
Carimbo com titular e data. Na margem, o selo da folha.
Trocar a folha 3 não passa.
Todas as páginas saem com o mesmo selo: código do documento, p. 3/7 e o hash daquela folha.
validar.iti.gov.brAponte para a margem esquerda deste slide. O deck usa o mesmo selo. É o gesto mais eficiente da apresentação.
Se ele for advogado ou tiver jurídico: ofereça o link do
validar.iti.gov.br e mande um PDF assinado por e-mail depois da reunião, para o
jurídico conferir sozinho. Confiança se constrói deixando ele verificar, não pedindo que
acredite.
Sai do desktop.
Entra com registro.
O arquivo fica cifrado, a senha guardada separada dele, e ninguém, nem o administrador, vê a senha depois de subir.
Titular, tipo, quem alcança e quanto falta para vencer.
Este momento é nosso e de mais ninguém. Se o cliente já usa outro assinador, é aqui que a conversa vira.
E é o gancho do grátis: dá para fazer isso hoje, sem contratar plano.
"Isso aqui não custa nada e resolve hoje. O plano é a outra conversa."
"Uso da chave por ana.souza, via emissor-nfe.exe, às 10:11."
Quem usou, quando, e com qual programa.
Para o sistema de terceiros que exige o certificado instalado na máquina, existe o módulo opcional de monitoramento: instala pelo tempo combinado, remove sozinho no fim, e registra cada uso.
Honestidade que vende: uma vez que a chave está na máquina, nenhum fornecedor garante controle absoluto. O que existe aqui é controle de presença e trilha, e é isso que a gente promete.
Só entre neste slide se o cliente tiver a dor. Emissor de nota, sistema do contador, portal do governo. Se ele assina só contrato, pule: vender add-on que ele não precisa custa a confiança que você acabou de ganhar.
Quem tem essa dor reconhece na hora: normalmente é o cliente que já perdeu uma manhã porque "o certificado estava na máquina da Fulana, e ela está de férias".
É configuração, e configuração parece trabalho. Guarde para a implantação.
Ninguém compra relatório antes de ter dado. Só mostre se ele pedir número.
Abre a conversa de preço antes de o valor estar construído.
Levanta a pergunta "quanto trabalho vai me dar?" no pior momento.
Nem para explicar o quanto o erro é bem tratado. Não vale o risco.
Voltar ao número que ele te deu no começo. Feche a demonstração nele, não numa tela.
Se ele pedir uma dessas telas, mostre, pedido do cliente é sempre bem-vindo. O que não se faz é oferecer.
Fechamento da demonstração: "Você me disse 18 contratos por mês, 5 dias cada. O que você acabou de ver leva isso para o mesmo dia. Faz sentido a gente começar?"